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Conviver é tão complicado....
Ô coisinha complicada é o tal do relacionamento, que sei não, hein?. Se formos pegar pra analisar a palavra que é tão bonitinha vai parecer tão simples, mas na realidade o danado do ser humano consegue tornar a palavrinha "bonitinha" em algo tão complicado.
Segundo Aurélio, na mais pura definição da palavra, RELACIONAMENTO é o ato de relacionar ou relacionar-se; é a capacidade de relacionar-se ou conviver com os outros; é um comportamento pessoal e social
Na teoria parece tão simples, não é? Mas na verdade é tão complicado, principalmente quando a gente parte para a convivência. A convivência com outras pessoas, isso no sentido amplo da palavra, que é o de relacionar-se com pessoas de trabalho, amigos, família e por ai vai...
Passamos tanto tempo no local de trabalho (para os que, como eu, trabalham 8h) que era pra ser a coisa mais tranqüila conviver com o colega que está ao lado...mas o que? Sempre há a concorrência, a individualidade, a não aceitação das criticas, o que torna o que deveria ser simples, numa luta constante do "que vença o melhor".
O relacionamento com os amigos também é uma coisinha cabulosa. As vezes o nosso ciúme, individualismo e a busca pelo nosso bem estar, nos afasta da convivência com os amigos. Lidar com o semelhante é sempre aquela sensação é de estar pisando em ovos. Qualquer movimento em falso, pronto, lá vem a desconfiança, as brigas e ponto final numa amizade.
E com a família, é melhor nem falar , não é mesmo???? cada um que pense de uma maneira diferente. Quando a gente estreita a palavra relacionamento para o campo amoroso e sentimental, onde você passa a conviver com uma pessoa, aí sim que o bicho pega, o negócio complica mais ainda. Quer coisa mais complicada que conviver a dois? Se é difícil conviver sozinha com nossos próprios problemas, avalie acrescentar aos do outro...
Por que a gente tem essa capacidade de tornar algo que parece simples, na teoria, em algo complicado demais, na prática? Parece até que estamos sempre buscando dificultar as coisas....
Por que é tão difícil conviver com alguém que não seja nós mesmos? Não adianta negar, que atire a primeira pedra aquele que não é desse jeito....mas a verdade é esta, somos individualistas demais, egoístas demais, as coisas têm que acontecer da maneira que queremos, se não for assim, não serve.
As vezes a gente não consegue enxergar tantas dificuldades nos nossos relacionamentos, porque não paramos para conviver. É bem mais fácil reparar nos relacionamentos dos outros (isso já é típico do ser humano, esquecer a sua própria vida e prestar atenção na alheia). Mas também tem momentos em que as coisas e problemas tornam-se inevitáveis que, ou você abre o olho para enxergar ou você passa por cima, e pronto, vai levando e transformando o problema até ele virar uma grande bola de neve....Isso é resultado da convivência.
As vezes estamos tão fadados da nossa solidão, da mesmice, desejosos de ter alguém para compartilhar os momentos ruins e alegres, viagens, passeios , a vida. Estamos tão ansiosos para viver um relacionamento verdadeiro, a conviver com alguém, que esquecemos as conseqüências que podem nos causar. E quando pinta a bendita convivência aparece que não a agüentamos e partimos para a briga. Parece que estamos sempre esperando só a bomba estourar, para que tudo vá por água abaixo....
Mas como diz Erasmo Carlos, é preciso saber viver... E hoje, eu estou precisando muito saber conviver!!!! pra mais tarde não sofrer...
É preciso saber viver Erasmo carlos
Quem espera que a vida Seja feita de ilusão Pode até ficar maluco Ou morrer na solidão É preciso ter cuidado Pra mais tarde não sofrer É preciso saber viver Toda pedra do caminho Você deve retirar Numa flor que tem espinhos Você pode se arranhar Se o bem e o mal existem Você pode escolher É preciso saber viver É preciso saber viver É preciso saber viver É preciso saber viver Saber viver
Escrito por Ana Paula às 17h55
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Como Assim?
Parece que este meu bloguinho está mesmo fadado a desatualização. Sai de férias e deixei um substituto para todos os dias dar uma olhada e deixar alguma coisa interessante, ou seja, manter o meu cafofo atualizado...mas o que? Ledo engano... o meu amigo Saulo não deu muito bem conta do serviço, mesmo assim agradeço a sua participação. Estou pensando em coloca-lo como colunista deste cafofo...isso ainda é uma ideia para amadurecer. Mas tudo bem, já estou de volta. De volta a terrinha, de volta ao trabalho, e enfim de volta ao mundo do blog tão abandonado.

Depois de uma semana no sul maravilha, conhecendo e me encantando com outra cultura, estou de volta ao meu lindo Recife. E para as boas vindas e comemorar o retorno, nada como me embriagar numa overdose de frevo e maracatu da domingueira em Olinda. Tudo de bom!!!
Ah, quanto a viagem, aos poucos vou contando, mas uma coisa posso adiantar...foi maravilhoso e Gramado é lindo!
**** Esse texto eu extrai do blog da Tatiana. Logo que li, me identifiquei e vai muito de encontro ao que estou vivendo agora.
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
Escrito por Ana Paula às 00h34
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