 |
|
 |
::Recife
"A cidade foi construída, metade roubada ao mar, metade à imaginação, pois é do sonho dos homens que uma cidade se inventa!"

Hoje estou sem tempo até pra respirar...só dei uma passadinha por aqui pra não deixar o bloguinho abandonado... Pessoas, não vou ficar publicando posts enormes como este anterior...muita gente reclamou...vixe que povo mais preguiçoso é esse... Falar dessa cidade...me anima...ai vou escrevendo...
Mas tambem como é que eu posso escrever pouco sobre uma cidade que foi inventada, na visão poética de Carlos Penna Filho, um dos cantores mais lúcidos e inspirados da cidade. Isto quer dizer que se inventa todos os dias. Porque invenção não é como descoberta, com hora certa para acontecer. Muito menos é construção. Invenção é um improviso que se promove todos os dias e em todas as horas. Assim, a cidade é mágica. Mostra-se diferente a uns e outros. E mesmo aos da terra, ela é diferente a cada dia, embora tenha seus roteiros, que são refeitos cada vez que saímos de nossas casas em busca da cidade.
Recife é porto e porta. Mas não se mostra por inteiro a forasteiros desatentos. Segundo um de seus poetas, a cidade tem o recato de moça velha. Ela se deixa descobrir devagar, na medida de uma confiança cúmplice, que se vai criando entre cidade e visitante. Por isso, muitos passam por aqui e não a vêem. Muito menos a sentem. Menos ainda a conhecem.
E o que guarda o Recife? Guarda segredos de ser Recife, singularíssima cidade. Guarda o segredo dos pensamentos libertários, que se revelam em guerras, ou se mantêm silentes até a hora em que se fazem guerras.
Mas calma, já estou escrevendo muito novamente. Parei! Para os meus amigos leitores, estou preparando um site para colocar todos os textos sobre o Recife, ai quem se interessar pelo assunto, é so acessa-lo. Quando ficar pronto coloco aqui o link.
A letra logo abaixo, é de uma música composta por Lenine e Lula Queiroga exclusivamente para um comercial da Rede Globo NE em comemoração aos 363 anos do Recife.
Minha Cidade
Minha cidade menina dos olhos do mar dos rios que levam meu coração do sol que começa a raiar
é por você que eu peço na minha loa por essa gente tão boa abre um sorriso e canta
Minha cidade das vilas, dos manguezais dos altos e dos coqueiros da fé que move o futuro oh, Conceição, Senhora, abençoai essa cidade que só quer crescer e ser feliz
Recife eu te dou meu coração... Recife eu te dou
Olha o Recife da grande festa popular dos bravos guerreiros que a história nos deu dos arranha-céus e sobrados
É pra você que a gente oferece a loa por essa terra tão boa abre a janela e canta
Minha cidade menina dos olhos do mar dos mascates, dos mercados das pontes dos tempos de Holanda oh, Conceição, senhora, abençoai o meu Recife que só quer crescer e ser feliz
Teus bairros mostram a coragem residente e reflete a luta no olhar dessa gente humilde que procura vencer ensina ao Recife e ao mesmo tempo aprender minha cidade em evidência, silêncio e harmonia com a beleza da noite e a intensidade do dia vamos lembrar dos mestres e poetas vamos lembrar dos que fizeram do Recife essa festa vamos lembrar frei caneca, Ascenço Ferreira Nelson Ferreira, Brennand, Canibal, Capiba, João Cabral, Chico Science, Josué, vamos lembrar dos batutas de São José Mestre Salú, Ariano, Zero Quatro, Roger daqui do Alto Zé do Pinho, mandando prá você da Nação Zumbi, Nação Pernambuco, mangaba, faceta, Faces do Subúrbio... é o Recife que o povo daqui descobriu do marco zero para o ano 2000
Recife eu te dou meu coração meu coração vai nas águas do rio...
Escrito por Ana Paula às 13h15
[]
[envie esta mensagem]
::Um Certo Bairro do Recife

Promessa é divida e não gosto ficar devendo a ninguém. Só nao sei como colocar os textos aqui, vai ser muita informação. Estou pensando em criar um site com todos esses textos e poemas sobre o Recife, mas enquanto nao fica pronto, coloco por aqui mesmo... Pra mim, não tem coisa mais maravilhosa do que falar da minha cidade. Amo o Recife, isso não precisa mais nem falar. Lógico que eu tenho consciência de que aqui não é o melhor e mais belo lugar do mundo. Toda cidade tem sua beleza, sua história e peculiaridades que encantam o seu povo e o Recife não foge a regra. E como disse a Yulia Phoenix, no comentário, é muito difícil falar resumidamente desta cidade. Mas não custa nada tentar....e eu vou tentar reunir textos - alguns meus e de escritores pernambucanos, poemas e músicas que traduzem a história, a arquitetura, as ruas e principalmente a boemia do Recife. Agora que chegaste, partiremos e vamos conhecer a madrugada Escondida por traz dessa amurada Chamada de arrecife dos navios Deitada ou submersa em mar profundo Recebe prazenteira marinheiros Descuidados, buscando novo mundo Vanildo Bezerra Cavalcanti
Originado de uma vila de pescadores - a Ribeira do Mar dos Arrecifes - nos idos de 1537, o Recife tornou-se uma cidade rica em história, cultura e monumentos. São igrejas seculares, fortificações erguidas por tropas de ocupações holandesas ou colonizadores portugueses, pontes construídas originalmente em madeira e pedra. Ruas antigas e estreitas de pedra portuguesa convivem com amplas avenidas. Pátios e praças ainda guardam muitas histórias e lembranças dos séculos passados.
No ponto onde o mar se extingue e as areias se levantam cavaram seus alicerces na surda sombra da terra e levantaram seus muros. Depois armaram seus flancos: trinta bandeiras azuis plantadas no litoral. Hoje, serena flutua, metade roubada ao mar, metade à imaginação, pois é do sonho dos homens que uma cidade se inventa. Carlos Pena Filho
"Do sonhos dos homens que uma cidade se inventa". Então vamos lá, embarcar neste sonho conhecendo um pouco de dessa história? O Recife teve seu primeiro registro histórico em 12 de março de 1537, o donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, recebeu a carta de doação da Coroa Portuguesa: o chamado Foral de Olinda. Na carta, o lugar era citado como um ancoradouro de navios, onde mais tarde um lugarejo daria origem à futura capital de Pernambuco. O nome do bairro e da cidade se referia aos recifes de arenito, formação rochosa marinha presente em toda costa pernambucana . Na frente do bairro, os recifes chegam a formar um porto natural. Pois é, uma cidade que se formou de um porto.
E olha o que Bento Teixeira escreveu em 1601, no livreo Prosopopéia: "Um porto tão quieto e seguro, que para as curvas das Naus serve de muro."
Mas antes de chegar ao nome Recife, a atual capital de Pernambuco recebeu outras denominações. Primeiro, Pero Lopez de Souza, a intitulou de Barra de Arrecifes, depois Ribeira do Mar dos Arrecifes dos Navios, este nome comprovava a escolha do porto natural. Foi conhecida também como Povoado do Corpo Santo. E o Bairro do Recife é o bairro que deu origem a cidade.
Bairro do Recife Carlos Pena Filho
Ali é que é Recife mais propriamente chamado, com seu pecado diurno e seu noturno pecado, mas tudo muito tranquilo, sereno e equilibrado. No andar térreo, moram os bancos (capitais da Capital) no primeiro, a ex-austera Associação comercial, no segundo, a sempre fútil Câmara Municipal e, no terceiro, enfim está a alegre pensão da redonda Alzira, a viga mestra da prostituição. Mas como vivem tão bem, em tão segura união, qualquer dia, todos juntos, Vão fundar a Associação dos Múltiplos Pecadores, com banqueiros, comerciantes, prostitutas, vereadores, ingleses do British Club, homens doentes e sãos, pois o camelo já disse que somos todos irmãos. Esse é o Bairro do Recife que tem um cais debruçado nas verdes águas do Atlântico e ainda tem o cais do Apolo, apodrecido e romântico, beleza que ainda resiste lá nos desvãos da memória desse bairro que se escoa pela Ponte Giratória, que é uma estranha armação que agüenta em seu férreo dorso automóvel, caminhão e trem de carga bem cheio, mas não resiste às barcaças que a fendem de meio a meio.
Escrito por Ana Paula às 16h17
[]
[envie esta mensagem]
::Acontecimentos Opa que estou em dívida com vocês. Estou prometendo os textos sobre o Recife e nada de publicá-los. Estou terminando. Acho que amanhã já começo a publicá-los. Não é muito dificil falar do que se gosta, nao é?
Hoje eu não sei o que deu em mim. Surpreendentemente não estou com muita vontade de escrever, muito menos de falar. Fico aqui no meu silêncio aguardando e provocando acontecimentos...
(Acontecimentos - Marina Lima e Antônio Cícero)
Eu espero Acontecimentos Só que quando anoitece É festa no outro apartamento
Todo amor Vale o quanto brilha E o meu brilhava E brilha de jóia e de fantasia
O que que há com nós? O que que há com nós dois, amor? Me responda Depois Me diz por onde você me prende Por onde foge E o que pretende de mim
Era fácil Nem dá pra esquecer E eu nem sabia Como era feliz de ter você
Como pode Queimar nosso filme Um longe do outro Morrendo de tédio e de ciúmes
O que que há com nós? O que que há com nós dois amor? Me responda Depois Me diz por onde você me prende Por onde foge E o que pretende de mim
Escrito por Ana Paula às 16h24
[]
[envie esta mensagem]
|
 |
|
 |
|
|
|
|

|